Aula 27 Futebol: racismo e o negro no futebol carioca II

TEMA: Futebol: racismo e o negro no futebol carioca II

Nossa aula foi: quarta-feira, 8 de maio de 2024.

EIXO TEMÁTICO

Investigação, estudo e pesquisa

 

HABILIDADES

Selecionar fontes de pesquisa de forma segura de acordo com a problemática em estudo.

 

OBJETIVOS DE CONHECIMENTOS

Literatura dentro do projeto científico

 

CONTEÚDO

Literatura dentro do projeto científico

 

METODOLOGIA:

O objetivo dessa aula é realizar leitura e extrair tópicos frasais do texto selecionado para a problemática da pesquisa.

Para tanto, nos serviremos de aula prática em que os alunos realizarão a leitura de um fragmento racismo e o negro no futebol carioca. Esses tópicos frasais servirão para compreensão da temática e para produção textual do relatório final da pesquisa.

 

MATERIAL:

GOMES, Tawane Maria Santos. Entre favelados, mulambos e urubus: o racismo na história do Clube de Regatas do Flamengo. Trabalho de Conclusão de Curso de Graduação em História da Universidade Federal de Sergipe. Aracaju: Centro de Educação e Ciências Humanas; Departamento de História, 2022. (pág. 11-12)

 

FUTEBOL: RACISMO E O NEGRO NO FUTEBOL CARIOCA II

Apesar de uma lei áurea recém sancionada, o negro teve outro grande desafio, a inserção na sociedade. Sem moradia, emprego e em sua maioria analfabetos. Ainda era visto como inferiores, não existia políticas públicas de integração para auxiliar e proteger. Por isso, muitos negros viviam nas mesmas condições que antes da lei ser sancionada. A elite branca já não podia mais repetir os mesmos comportamentos escravocratas de antes, então, usavam da arma da descriminação para reafirmar sua superioridade.

“Se durante a escravidão os negros já eram desprezados por serem considerados inferiores, após a Abolição esse desprezo só aumentou. Ora, se não eram inferiores, por que não progrediram como os imigrantes que chegaram aqui com tão pouco e logo tinham alcançado algum avanço? Somando – se um mito após o outro, inferioridade, vagabundagem, incompetência, foi -se esboçando o perfil do homem negro como anticidadão, como marginal.” (Santos. 2006, p.119).

O contexto do início do futebol no Brasil era um reflexo do que a sociedade apresentava na época, não é difícil de imaginar e acreditar que o início do futebol no Brasil só contava com a presença dos brancos universitários e com grandes poderes financeiros. Não bastava ser bom jogador, tinha que ser “de boa família” para entrar nos clubes grandes.

“Os moleques que jogavam futebol nas ruas, nos terrenos baldios, não sonhavam em vestir a camisa do fluminense ou do botafogo. Sabiam para onde tinha de ir, sem errar o caminho. Todos sabiam para onde ir. Os moleques para os clubes pequenos, os garotos de boa família para os clubes grandes” (FILHO,2010, p.51).

Ou seja, no início do século XX, jogador preto não ia para os campos, ia para as peladas, o mérito não era ser bom e ter talento, tinha que ser branco e de boa família. E isso, obviamente se dava por conta da grande sociedade racista que existente no final no século XIX e início do século XX, que permaneciam com os mesmos ideais de superioridade de antes. O negro não era escravizado, mas foi obrigado a seguir nos subempregos, principalmente os que migravam para as cidades que acabaram por servir de pedreiros, marceneiros, e as mulheres de babás ou empregadas domésticas. Os libertos não tinham suas terras, seus lares, o que contribuiu para que, na pirâmide social, fossem vistos como marginais, fora da sociedade ou a margem dela.

O racismo no futebol é mais uma linha de formação de uma sociedade que não aceitava o negro inserido nela com dignidade. Na elite do futebol carioca, todos achavam que o branco jogava mais e ganhava mais que o preto. E de fato ganhavam, pois, só tinha brancos nos times. Mas quando e como isso mudou?

O pioneirismo se deve ao The Bangu Athletic Club, que aceitou negros e trabalhadores de fábricas. E ao Clube De Regatas Vasco da Gama, que ao subir para primeira divisão, ganhou o campeonato carioca em 1923 com seu elenco formado por jogadores negros.

“A ilusão durou pouco, os clubes finos, de sociedade, como se dizia, estavam diante de um fato consumado. Não se ganhava campeonato só com times de brancos. Um time de brancos, mulatos e pretos era o campeão da cidade. Contra esse time, os times de brancos não tinham podido fazer nada” (FILHO,2010, p.126).

Ser campeão nessas condições, acabou mexendo na ferida dos clubes da elite carioca. Sim, a pesquisa se dedica a explicar os maiores casos de racismo que o Flamengo sofreu no século XX e todas as “consequências” que hoje fazem parte da história do clube. Mas, para chegar nesse ponto, é extremamente importante construir o conhecimento e contextualizar a história do clube. Flamengo, fluminense, botafogo e américa faziam parte da elite do futebol carioca, com jogadores brancos, universitários ou com bons empregos, esse era o pré-requisito para ser um jogador de futebol.

 

🔖ATIVIDADE AVALIATIVA🎒

Registro no caderno dos tópicos frasais elaborados com base na leitura do texto.

 

🔖ATIVIDADE AVALIATIVA FLEXIBILIZADA🎒

Registro no caderno de palavras-chave encontradas na leitura do texto.